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Fundação Museu Nacional Ferroviário - Armando Ginestal Machado




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Armando Ginestal Machado
Arquivo Histórico CP, 1º Centenário Ponte Valença, 1986

Armando Ginestal Machado (1913-1991)

 

 

O Engenheiro Armando Ginestal Machado nasceu em Santarém no seio de uma família ligada ao republicanismo português. O seu pai, António Ginestal Machado (1874-1940) foi professor do Liceu de Santarém, a partir de 1904, ano em que se fixou na cidade, Ministro da Instrução Pública, em 1921 e Primeiro-ministro em 1923, para além de fundador do Partido Liberal Republicano, depois denominado Partido Nacionalista. A partir de 1911, António Ginestal Machado foi nomeado Comissário do Governo da República na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, cargo que ocupou durante vários anos. Esta função suscitou no filho nascida em 1913 uma curiosidade pessoal que veio a manifestar-se em vocação ferroviária por excelência.

 

 

Armando Ginestal Machado cursou, uns anos depois, engenharia no Instituto Superior Técnico e integrou, muito cedo os quadros da CP, onde se decorreu a sua actividade profissional. Durante o período da 2.ª Guerra Mundial, colaborou dentro da organização dos caminhos-de-ferro com os Aliados.

 

 

 

 

 

(Arquivo Histórico CP, 1º Centenário Ponte Internacional de Valença, 1986)

 

 

A partir da década de 1970 dedicou-se à salvaguarda do património ferroviário português. Por sua iniciativa criaram-se, em 1979, as primeiras Secções Museológicos da CP, em Valença e em Santarém, seguidas de outras que permitiram à CP dispor na altura em que o Armando Ginestal Machado faleceu e dez secções museológicas de Valença a Lagos. Esta acção fez dele um pioneiro museologia e do património ferroviária em Portugal, dando corpo a um projecto de museu que a CP acalentava desde os inícios dos anos 60 do século XX. Museologia virada para a conservação das expressões locais da história ferroviária portuguesa, em geral associada à bitola da linha ou a empresa particular que lhe dera razão de existir, ou mesmo à dinâmica da criação de composições históricas em demonstração da vitalidade de um património que se deseja servir a cultura e o turismo.

 

Entre o seu currículo museológico encontra-se ainda a organização de uma exposição dedicada aos transportes públicos que abriu ao público na Central Tejo, em 1985.

 

Ele era a alma da cultura empresarial da defesa e conservação do património ferroviário, mesmo no Entroncamento, preparando as colecções ligadas às Oficinas do Vapor, determinando-se a salvar a Central Eléctrica, onde seria aberta uma nova secção do museu polinucleado da CP.

 

A adopção do nome como designação de autoridade da Fundação do Museu Nacional Ferroviário – Armando Ginestal Machado constituiu uma fórmula inteligente de conjugar o estilo e o espírito polinucleado primordial do museu com a coerência de uma instituição museológica de novo tipo, com os núcleos museológicos integrados, tal como os Estatutos da Fundação preconizam, independentemente da partilha da sua gestão por outras entidades, como as Câmaras Municipais.



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