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02 novembro 2026

Ambulância Postal integra a Exposição Permanente do Museu Nacional Ferroviário

No âmbito das comemorações dos 170 Anos do Caminho de Ferro em Portugal, o Museu Nacional Ferroviário integrou na sua exposição permanente a Ambulância Postal “curta”, adquirida em 1965 pelos CTT à SOREFAME. Após intervenção de conservação e restauro, esta carruagem — que testemunha a evolução da triagem e distribuição de correio sobre carris até ao final do século 20 — reforça a missão do Museu na salvaguarda e valorização da memória e património ferroviário nacional.

Ambulância Postal integra a Exposição Permanente do Museu Nacional Ferroviário

No âmbito das comemorações dos 170 Anos da Inauguração do Caminho de Ferro em Portugal, o Museu Nacional Ferroviário (MNF) assinalou, no dia 31 de outubro, a incorporação oficial da Ambulância Postal “curta” na exposição permanente.

Testemunha da evolução do serviço postal por caminho de ferro, a carruagem agora recuperada foi adquirida pela Administração Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones (CTT) à SOREFAME em 1965, numa época em que se avizinhava o apogeu do transporte postal no país.

Concebidas para permitir o trabalho minucioso em viagem, estas ambulâncias postais estavam dotadas de áreas de armazém, sala de manipulação do correio e instalações para o pessoal. A bordo, as equipas asseguravam a recolha, a triagem e a distribuição de correio nas diversas estações onde o comboio efetuava paragem.

Se numa fase inicial o transporte era efetuado através de uma vasta rede de ambulâncias postais que percorria o país em comboios regulares de passageiros, em 1972 deu-se uma mudança de paradigma com a introdução dos "Expressos Postais". Este serviço exclusivo, operado na Linha do Norte entre centros de distribuição postal, passou a realizar percursos mais longos, a maior velocidade e com menor número de paragens, o que levou a que o tratamento do correio deixasse de ser feito a bordo para passar a ser efetuado numa central própria.

Com o fim do transporte de correio por via ferroviária, em 1989, a carruagem perdeu a designação de ambulância postal e passou a circular como furgão no transporte de volumes e pequenas mercadorias, mantendo-se em serviço na rede ferroviária portuguesa até cerca de 1999/2000.

Após ter sido submetida a intervenção de conservação e restauro pela equipa do Museu, a carruagem passa agora a integrar a exposição permenente do Museu Nacional Ferroviário.

Na cerimónia de integração do veículo, usou da palavra o Presidente da Fundação Museu Nacional Ferroviário, Manuel de Novaes Cabral, que destacou o papel fundamental que o Museu desempenha na preservação da memória e na salvaguarda do património ferroviário nacional.